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Conhece o atleta paralímpico que quer ultrapassar Usain Bolt

 RedBull
 Sugerido por Guilherme Coelho
 

Liam Malone pode não ter ossos nas pernas, mas não se deixa limitar por isso. Até 2020, o duas vezes medalha de ouro paralímpico quer tornar-se na pessoa mais rápida do mundo - batendo o lendário Usain Bolt - e quer provar que os membros artificiais serão as melhorias de corpo do futuro.

Aos 23 anos de idade, Malone já tem uma experiência de vida maior do que muitas pessoas mais velhas, com múltiplos obstáculos. Nascido com hemimélia fibular, - uma condição que o deixou sem um osso do perónio em ambas as pernas - viu os pais tomarem a difícil decisão de lhe amputar as pernas do joelho para baixo quando tinha apenas 18 meses. Desde então, as próteses são uma realidade diária e Liam aprendeu a gostar delas, apesar das dificuldades.

"Eu divirto-me com a situação" - explica Malone. "Faço muitas brincadeiras. Tento não levar tudo muito a sério e aproveitar o que tenho".

A história incrível do jovem neozelandês está recheada de desafios, como a morte da mãe com cancro quando Liam tinha 18 anos. Hoje em dia, o pai luta contra a mesma doença, mas as dificuldades não abatem o campeão paralímpico. Pelo contrário: ajudam-no a ganhar mais motivação. "Os meus pais servem para lembrar-me diariamente que não temos nada a perder e que é essencial trabalhar naquilo que é importante para a nossa vida.

"Faço muita meditação, isso ajuda-me a concentrar. É algo importante para mim. Quem trabalha em algo novo, interessante e desafiante, sabe que vão surgir dúvidas e ansiedade - com ganhos e perdas. Manter a mente tranquila ajuda-me a ficar concentrado".

Malone sempre foi um amante do desporto. Está a tirar a licença para fazer skydiving e planeja escalar a montanha mais alta da Nova Zelândia - o Monte Cook - e fazer um Ironman aos 28 anos. O seu sucesso desportivo começou aos 19 anos, quando foi correr numa pista. Através de um financiamento colaborativo, Liam Malone arrecadou cerca de 11 mil euros para comprar um par de próteses de carbono da Össur, e partiu à aventura para competir nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.

"Depois de ganhar duas medalhas de ouro no Rio, comecei a olhar para trás e a refletir sobre a minha evolução. Em três anos, consegui bater os recordes de Oscar Pistorius", explica.

"Gosto de fazer coisas diferentes e o meu plano original era tentar algo novo. Pensei como a tecnologia pode ajudar-me a inovar e mudei o meu objetivo: agora quero ser a pessoa mais rápida do mundo. É uma demonstração do que a tecnologia é capaz de fazer na vida das pessoas. Além disso, é aproveitar algo que tinha sido considerado estragado - o meu corpo - e inovar com algo nunca antes feito".